
Sono escuro, enorme,
A cobrir-me a vida:
Dorme, esperança, dorme.
Tão apetecida!
Não vejo ninguém,
Já perco a memória
Do mal e do bem...
Ai que triste história!
No fundo da vala,
O berço que sou
Alguém mo embala:
Caluda, calou!
Poema: Paul Verlaine
Fotografia: A. Massa





